Arquivado em: Latte
Acho incrível como o fato de ser privada de fazer algo me incomoda, ainda mais quando o que me priva é um atestado médico e o que me é privado é o ato de ir trabalhar. Estranho não é?!
Esses dias enquanto caminhava rumo ao trabalho me peguei pensando nos meus amigos, nos vários tipos e em como eu poderia caracterizá-los.
Logo cheguei as seguintes definições:

Existem os amigos pra sempre. Os que sabem de tudo. Os que nada sabem. Os que você agarra pela mão em uma festa porque sabe que vão se perder. Os que se você se perder irá facilmente achá-los perto do bar. Outros que estarão te procurando. Os que te conhecem. Os que fingem te escutar. Os decididos. Os mal-entendidos. Os pacientes. Os explosivos. Os sinceros. Aqueles que te perguntam coisas. Aqueles que te dão a resposta para os problemas, mesmo que não saibam. Os perdidos. Os que completam sua fala. Os que completam pensamentos. Os estudiosos. Os preocupados com tudo. Os desligados de tudo. Os que vivem para o mundo. Os que choram com você. Aqueles que te dão bronca quando você erra. Os que você nunca vê. Os que você tem saudades todos os dias. Os que você acabou de conhecer. Os que partilham dos mesmos sonhos. Os que não sonham. Os que passaram por sua vida e deixaram marcas.Os que são como família. Os que são família. Os que estão contigo a mais de 10 anos. Os que partiram. Os que você lembra constantemente. Os que te ligam. Os que te fazem rir. Aqueles por quem você brigaria. Outros que brigariam por você. Existem os amigos parceiros de cerveja. Os amigos dos amigos. Os de convivência. Infelizmente, os de conveniência.
De todos os tipo de amigos os que eu mais sinto falta são os para sempre. Não importa quanta besteira você tenha feito, quanto tempo tenha passado, no final, tudo sempre é a mesma coisa quando você os reencontra.
Saudades amigos.
Arquivado em: Mocha

Nenhum homem consegue imaginar o que se passa na cabeça de uma mulher com TPM, então resolvi ajudá-los. Parto do princípio que se ele nos entenderem o nosso período de mutação emocional transcorrerá mais tranquilamente.
Antes de tudo é importante entender o que é a TPM, não é algo pensado amigos – eu diria que além de hormonal, é totalmente instintivo.
A TPM também pode ser chamada de “desordem disfórica pré-menstrual” e atinge aproximadamente 75% das mulheres (!) Mas para alívio geral da população do sexo masculino, apenas 8% das mulheres tem sintomas muito intensos que resultariam em: pratos quebrados, términos súbitos de relacionamentos, choros descontrolados, cismas incessantes, entre outros.
Abaixo eu vou listar alguns dos sintomas da TPM e dar dicas de como identificá-los para fugir da crucificação. Esses sintomas podem aparecer desde 15 dias até um dia antes do início da menstruação, como saberás?! Ou presta atenção ou senta e chora! Vale lembrar que não sou médica – sou publicitária! As dicas não se aplicam a todas as mulheres, mas sim a uma boa parte das minhas amigas e conhecidas. Lembrando que mulheres são complicadas mesmo, logo imagino que todas as dicas são bem-vindas!
Sintoma 1: Pensamentos auto-depreciativos;
Para identificar esse sintoma é fácil, leves lamentações e olhadinhas constantes para a região abnomial, seguidas por leves viradinhas olhando no espelho, são pá-pum! Nesse momento minha dica seria: ELOGIEM! Reparem no detalhe insignificante da blusa dela, digam que estão felizes por as terem conhecido ou mesmo, prontifiquem-se a lavar a louça (sem que ela peça). Agora, NUNCA nesse momento as convidem para comer pizza – a barriga já incomoda o suficiente, nem digam que elas estão gostosas! As lamentações devem provir de alguma (ou qualquer) situação comum vivida pelo casal, não piore tudo imaginando que sexo seria a solução para os problemas dela. Pode ser o seu, ou melhor, deve ser o seu!

Sintoma 2: tensão
Nessa hora o perigo é constante, estar no lugar errado e na hora errada pode resultar em uma noite mau dormida no sofá de casa ou na pior briga já vista em um escritório. Neste caso o interessante é prestar atenção nas sutilezas! Caso ela não ria de uma piada que você contou ou estiver com cara de poucos amigos, o melhor é deixá-la quieta. Fazer perguntas do tipo: Está tudo bem? Não achou engraçado? Estão fora de cogitação. E por favor, ESQUEÇAM os tapinhas no braço com intenção de enfatizar a piada. Morte certa!
Sintoma 3: sentimento de rejeição
É comum a mulher se sentir rejeitada neste período, como solução basta surpreendê-la com algum presentinho repentino. E não, não é necessário gastar dinheiro. A flor roubada do jardim do vizinho seria um bom motivo para que ela se sentisse melhor e o deixasse assistir ao futebol sossegado.
Sintoma 4: raiva ou irritabilidade persistente
Isso meus amigos, não tem como evitar. É tão natural quanto qualquer outra coisa. É factual! Evitem fazer as coisas que elas os relembram todos os dias, por exemplo: não deixar a xícara de café na pia, toalha molhada jogada, papel higiênico do lado errado, sapatos jogados, ou seja lá o que incomode suas estimadas companheiras. A melhor solução seria repassar uma lista mentalmente das sutis mensagens passadas por elas, caso você tenha uma péssima lembrança basta perguntá-la. Algo do tipo: Amor, tem algo que eu possa fazer para não dispertar o seu eu-aniquilador hoje? Ok, não isso. Mas algo do gênero. Caso não ache isso importante, eu avisei.

Sintoma 5: diminuição do interesse pelas atividades habituais
Caros amigos, o interesse pelo sexo para algumas mulheres não cai drasticamente nesse período. O que acontece é que o nível emocional envolvido precisa ser muito maior. Então, quer algo a mais? Faça algo a mais. Simples! Interesse por outras atividades habituais também caem, mas ai é problema dela, não é?!
Sintoma 6: sensação de dificuldade de concentração;
Ela não vai querer te escutar e pode usar a TPM como desculpa, caso queira refletir sobre algo. Mas sim, a dificuldade de concentração é comum. So sorry.
Sintoma 6: cansaço
É normal que ela se sinta cansada ao longo do dia, existe um turbilhão de emoções a volta. A dica seria alugar um filme, nada de badalações.
Sintoma 7: acentuada alteração do apetite
O melhor é deixá-la decidir. Quer comer, deixa comer. A sua parte é deixar passar a TPM para comentar que a vizinha do lado está malhando todos os dias na mesma academia que você. Isso é golpe baixo, mas funciona! Fica a dica.
Sintoma 8: distúrbios do sono;
Uma noite mal dormina resultará em briga na certa. Você ronca?! Trate de dormir no quarto de hóspedes ou no sofá, seus ouvidos agradecerão.
Sintoma 9: inchaço e/ou sensibilidade mamária aumentada
Homens, não apertem os peitos das suas namoradas nesse período. A dor EXISTE e pode ser comparada a uma batida de canela no canto da cama, eu poderia dizer que poderia ser comparada ao um leve peteleco nas suas partes baixas, mas talvez isso aconteça naturalmente como auto-defesa feminina.

Sintoma 10: dor de cabeça
Apesar de ser também uma bela desculpa, é real e acontece. Tenham em mãos aspirinas, neosaldinas e paracetamol.
Sintoma 11: ganho de peso ou sensação de inchaço
Sim isso realmente existe, é natural. Somente neguem com todas as suas forças quando elas afirmarem que estão gordas neste período. Dica quente!
Espero que ajude! XD

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Existem pequenos mimos que eu gostaria de me dar! hahaha Quem sabe um dia, nunca?
Sapato: Christian Louboutin – Miss Clichy

Bolsa: Luella – Plaque Messenger

Cerveja: Eisenbahn – Lust

Maquiagem: MAC – Marbleized Lipglass

Drink: Blueberry Mojito

Fone de ouvido: Skullcandy – Paul Frank Julius Hesh
Celular: iPhone 3Gs

Lingerie: Victoria’s Secret – Cut-out halter teddy

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Rotina.
Irritante ou reconfortante?
Oscilo entre ambas.
Existem momentos em que tudo que você quer é somente acordar, tomar banho, ir trabalhar, voltar pra casa e dormir. Simples assim! Sem alterações. Ultimamente o que eu gostaria era de embarcar em um avião (quem sabe para a África?!) e explorar as oportunidades. Não acho que a rotina não me caia bem, muitas vezes até me surpreendo com o quanto me agrada. Mas nesse momento eu gostaria (mesmo!) era de ter que me adaptar a uma nova cultura.

Estranhos esses momentos em que tudo que você anseia são mudanças. Acabei de passar por uma e devo dizer que me adaptei rapidamente; trocar de emprego é sem dúvida revigorante. Para quem trabalha com publicidade isso é ainda mais interessante, a interação com outras referências é ótima.
Agora acesso o máximo de blogs possíveis por dia, já não pergunto a ninguém sobre as novidades. Por falar nisso, todas já devem ter visto o flashmob do “I gotta feeling” e pensado: eu também queria. Ótima notícia, vai rolar um nesta 26. Oktoberfest (Blumenau/SC) – a Marreca Coletiva! É só esperar e ficar de olho no blog da festa!
Só pra quem ainda não viu, fica a dica!
Ai vão algumas imagens da África, caso alguém queira me acompanhar (!). Aceito sugestões e contribuições para que esta viagem possa ser realizada. XD




Estava eu procurando banalidades na internet, quando me deparo com uma comunidade do orkut chamada de: Coffee Freaks. Ok, imaginava que existiam muitos loucos por café como eu, mas não 118.535.

Mas o mais intrigante é que os fóruns do COFFEE freaks NUNCA falam sobre café.
Existem coisas do tipo:
What will you do if you see the person above crying?
How will you react if the person above say “I hate U”?
Kick, slap, blow, hug, handshake, kiss or propose!
Claro que em 2004, quando a comunidade foi criada, imagino que o intuito era realmente falar sobre esta bebida. Até porque as comunidades eram voltadas a dúvidas e sugestões sobre esse assunto.
Em 2006 um dos tópicos que mais teve acessos foi o Crush or Flush, NADA HAVER com café. O “how many cups” e o “which coffee do you prefer”, tem pouquíssimos acessos.
E o melhor, ao invés da comunidade estar linkada aos interesses em comum (Starbucks, Dunkin’ Donuts, etc…), os links são “Jeans Lovers”, “Guinness” e “Why people are so stupid?”. Claro que existem três boas ligações, o “Books“, “Caffeine” e o “Espresso”, mas esse espaço poderia ser melhor aproveitado.
A comu foi criada por Martin Mehlan, um alemão com um gosto um tanto quanto estranho para roupas. XD
Bom, o ponto que eu queria chegar é: onde estão as empresas que tem haver com o produto em questão, o café. Não há interesse em manter um contato com os mais de 118.000 coffee freaks? Concordo que a comunidade está longe de ser um ponto de encontro de troca de receitas, mas vá lá quem entra na comunidade entra por criar uma identificação com o café.
Existe um blog com o mesmo nome da comunidade que fala especificamente sobre o assunto; e mais outros tantos que tem lemas como:
We love Coffee. Yes We Do. We would drink it with a fox. we would drink it in a box. We would drink it here or there. We would drink it anywhere.
Bom fica a dica.
Ai seguem alguns Coffees Ads bem bolados ;*



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Esteban Diácono
— I’m done with this job. I hate those stupid models and their anorexic bodies!
Hi. My name is Alice Heights. I’m twenty-five years old and single (only because I wanna be, that’s for sure).
I do have the “dream job” that any girl in NYC share with her friends, I’m a fashion designer. I run Casting.
Tonight I’m going to a private party at Soho, just waiting for my limo to pick me up.
For sure my life had being wonderful these days, but I need something else. I’m trying to figure out what could make me feel even better.
Let’s see. Is definitely not a car, or a new Louis Vuitton purse. Maybe a vodka? I could do a vodka right now!
Here in Upper East Side it’s known to be the best place to live in NYC. Probably not for me. I’m a workaholic and alcoholic addicted.
I can’t live without Dom Pérignon, if you know what I mean.
My best friend is Lisa VonGuard, she is the hostess of D Club. She is never alone, being pretty and blond had ever helped her. Anyway, she plays as a DJ too, around the world.
We are going to meet at the party. Let’s see what happen than. Peter will be there, I don’t know what to say to him. Sucks when you date the most popular guy in fashion industry. He has a nice butt, but that’s all. Good to lay, bad to stay.
Shhhhhh.
Okey, isso foi uma parada muito louca que eu bolei agora hahahaha
Desculpem os erros de gramática, realmente não estou com paciência de corrigir todo esse texto.
Um dia vou escrever um livro.
Ah, se achou banal e estúpido o tipo de leitura acima, GOOD FOR YOU, you should read Milan Kundera. Eu leio, é bem introspectível e indagador.
Abraços,
Kli.
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Muitas vezes nos deparamos com situações onde precisamos recuar.
Outras em que precisamos arriscar em dobro.
O grande dilema é saber compreender os sinais que nos levam a determinadas ações.
Penso que só quando eu tiver 60 anos poderei prestigiar esses momentos e analisá-los com a paciência necessária. Será? Quem sabe!
Por exemplo, investir em estudos (graduação superior, cursos de línguas, intercâmbios) não é sinônimo de um futuro profissional concreto e lucrativo, apenas o auxilia no processo.
É interessante analisar o comportamento do ser humano frente as mais diferentes situações, talvez eu devesse ter estudado antropologia, dado o fascínio que isso desperta em mim. A traição, a morte, a indiferença, o perigo (…) para cada ação existe uma reação, certo? Freud disse que o ser humano caminha por dois meios: buscar o prazer ou evitar o sofrimento. Que tipo de pessoa você é?
Quem busca o prazer tende a se arriscar mais, em contrapartida não se surpreende com as possibilidades.
Já quem evita o sofrimento, pode encontrar na rotina um certo conforto.
Escutei a palavra inovação por tantas vezes essa semana que resolvi escrever aqui sobre isso. O que seria inovação? Para mim só é inovador o que se adapta às necessidades dos consumidores e ainda desperta o desejo. De nada adianta inovar em design se o produto não obtiver uma utilidade aplicável. Que me perdoem meus amigos designers, mas já não vejo beleza em algo que não seja útil. A busca pelo espírito inovador no mercado é gigantesca, mas os inovadores devem compreender que existe uma grande responsabilidade por trás desta palavra.
“O homem enérgico e que é bem sucedido é o que consegue transformar em realidades as fantasias do desejo.” Freud

Abraços.
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O que seria o stress?
- O mau do século?
- O desencadedor de doenças graves?
- Um sintoma exagerado?
- Uma desculpa?
- Um sinal?
- Um modismo?
Sério, preciso desabafar!
Eu reconheço que me “estresso” com uma certa frequência. Mas convenhamos, quem não se irrita com a quantidade de idiotices que escuta por dia? Reclamações, estupidez, burrice, preguiça, azar, intolerância e outros Ns fatores, simplesmente…”estressam”.
Existem muitas formas de falar uma mensagem e a melhor é aquela que NÃO estressa (nem o emissor, muito menos o receptor).
Me irrito com falta de elegância, sou daquelas que acredita que respeito se conquista. Odeio imposições!
O que me estressa? Em apenas alguns segundos de reflexão já visualizei umas 10 imagens.
Mas o que fazer para superar essas adversidades? Relaxar.
Okey, fácil. Ai você relaxa por 10 minutos e em seguida…seu celular toca. Não é o seu chefe (aquele que grita instruções indecifráveis ou milhões de coisas para você fazer nos últimos 5 minutos do seu horário de trabalho), nem mesmo sua mãe (que só quer saber se você está se alimentando direito ou o motivo de você gastar tanta luz este mês), ou muito menos seu namorado (que não acha o seu carregador do celular). Nesse momento de reflexão quem liga é justamente o “guri do cartão de crédito Mastercard” , já que tudo tem seu preço, ou a “menina da TIM”, para que você viva sem fronteiras.
#fail.
Tarde estressante:
Sai pra trabalhar de ótimo humor. Sorri. Chega no trabalho e lembra que vai gravar com crianças. Primeiro momento de desespero.Vê as crianças. O medo aumenta. A menina dá um sorriso do tipo: sou uma modelo mirim prodígio. A dúvida cresce. Olha o menino. Simpatiza de cara, tímido e tranquilo. Suspira. Recebe um telefonema. Caminha. Tentativa #1: entreter as crianças. Fracasso #1. Tentativa #2: entreter a vó e a mãe das crianças. Sucesso #1. Momento auge da gravação: sorrisos forçados, vó e mãe metidas a produtoras, suspiros e cansaço. Resultado: 5 horas de gravação, para 60 segundos de comercial.
#fail(2)
Desculpem o desabafo. Neste exato momento meu grau de irritação diminuiu significativamente.
Tchau.
Dica de leitura: Mario Quintana – presente de aniversário!
Arquivado em: Extra Forte
O texto abaixo foi elaborado com o propósito de analisar o filme “Ensaio sobre a cegueira” e discursar sobre a atual sociedade de consumo.
O ser humano busca suprir suas necessidades, muitas vezes ilusórias, e seus desejos, que podem ser supervalorizados, a fim de atingir a felicidade. O bem estar pleno proposto pelo consumismo é inatingível, uma vez que um sentimento não pode ser mensurado por objetos e signos.
A lógica do consumo é sistemática, ou seja, basta que um produto seja necessário, que a procura aumente ou o valor social agregado desponte, para que a quantidade a ser produzida acresça.
A sociedade do consumo é desigual e assim o será por muito tempo, uma vez que a distribuição de renda (que afeta diretamente o acesso a educação, cultura e saúde) é afetada pelo crescimento econômico.
O indivíduo que transita no universo do consumismo desenfreado credita aos objetos e signos, valores abstratos. Ou seja, compra determinados produtos não por necessidades básicas, mas sim, para suprir seus desejos por status e diferenciação frente aos demais.
O filme “Ensaio sobre a cegueira” é pertinente ao mostrar a situação caótica a que o ser humano seria exposto caso tudo que lhe é real fosse modificado, ou seja, a sociedade moderna na qual as pessoas estão inseridas enfrentaria reviravoltas irreais. O encontro do ser com seus instintos representaria um retrocesso no modelo de civilização atual, pautada em consumo e realizações.
A fragilidade da sociedade é exposta no decorrer do filme, onde os valores como: dignidade, moralidade, fé e razão, são questionados. Pode-se pensar que o consumismo rege a sociedade moderna, uma vez que em um primeiro momento de “cegueira” a reação das pessoas é procurar pelos seus direitos como cidadão, sustentados pelo seu poder social.
Jean Baudrillard defende que o consumo surgiu como uma conduta ativa e coletiva, uma instituição. Ou seja, é composto por todo um sistema de valores que controla a integração social. Desta forma, revela-se um poderoso elemento de dominação social.
Quando ignorados pelo modelo social ao qual estão acostumados, os “cegos” precisam reaprender a conviver em um mundo onde os objetos perdem seu valor abstrato. Enquanto ainda não haviam se desapegado do modelo de consumo convencional, algumas pessoas ainda tentaram (em vão), “enriquecer” e tomar o poder por meio das riquezas adquiridas. Em uma sociedade onde os objetos e signos já não representam nenhum significado, retomasse o princípio da satisfação das necessidades básicas e da luta pela sobrevivência.
As desigualdades econômicas, discriminações sociais e supervalorizações dos objetos são pontos negativos da sociedade de consumo atual, entretanto um novo modelo onde a economia seria igualmente dividida e as pessoas teriam as mesmas condições culturais e sociais, está longe de poder ser implantado. Seria necessário que houvesse um colapso coletivo, uma “cegueira branca”, para que uma mudança tão extrema pudesse ocorrer.
Sob uma visão publicitária preocupada com a situação social e cultural dos consumidores, que visa incentivar o consumismo consciente, uma sociedade igualitária representaria o fim da profissão como a conhecemos hoje. Seria desestimulante anunciar para pessoas com os mesmos hábitos; que comprassem o mesmo sapato, que utilizassem a mesma roupa e assistissem ao mesmo programa de televisão. Seria o conformismo em contraponto à criatividade, uma forma de propaganda moldada e sem diferenciação. Em uma sociedade onde a lei da oferta e da procura atua sem descanso, cabe a nós publicitários providenciar uma boa propaganda.
Aos que ainda não assistiram ao filme “Ensaio sobre a cegueira” fica uma dica: não há momentos para a reflexão exagerada, espere para julgar os atos dos envolvidos na trama após o fim do filme. Para mim o filme é pesado, grosseiro, nojento, abusivo, agressivo, mas extremamente relevante.
